Lições do Esporte na Prática Empresarial

Em um belo sábado de sol, estava pedalando com alguns amigos empresários e, quando paramos em um boteco, comentei com a querida Adriana, fundadora de uma rede de franquias, sobre como as lições daquele dia poderiam ser aplicadas na vida do empresário. Seja um franqueador, um industrial, um comerciante, pois todos que dependem de trabalho em equipe precisam reconhecer a importância e a magia da interdependência das pessoas com os quais trabalhamos.

No dia em questão, estávamos pedalando e a bike, apesar de ser um esporte que se pratica individualmente, é muito mais divertido se estamos em grupo. E foi em um momento em que todos estávamos aguardando o colega com mais dificuldades de encarar as subidas que despertamos para a primeira analogia com o franchising, por exemplo, este canal de distribuição de produtos e serviços fantástico que forma uma rede capilarizada de determinada marca com o objetivo expandir o negócio e tornar abundante, via multiplicação do negócio pelos franqueados, algo que poderia ser escasso nas mãos apenas de um empresário (o franqueador).

Em uma rede de franquia, assim como em qualquer m² com pelo menos duas pessoas, haverá pluralidade de perfis e uns poderão subir uma montanha mais rápido que outro. Isso não significa que quem demorou mais seja pior ou melhor, mas possui habilidades diferentes. Afinal, sempre que nosso colega alcançava o grupo era injetado um super astral na turma, pois todos admiravam sua superação e força de vontade. Ao mesmo tempo em que ele mesmo, ao olhar para os demais, sentia-se motivado e inspirado e, nessa equação, o resultado era positivo justamente por conta de cada um trazer para o grupo suas características e tornar a experiência do todo instrutiva e prazerosa.

Se formos para os esportes coletivos como o basquete ou futebol, as metáforas são óbvias! Em primeiro lugar, não tem jogo se não tem time. Ou você tem um time, ou vai ficar sozinho lançando a bola na sua própria cesta no quintal de casa. E os times possuem pessoas que jogam em funções específicas atribuídas por habilidades técnicas e até mesmo pelo dom natural. Se você não reconhecer e nutrir os pontos positivos de cada integrante do seu time, pode perder um bom goleiro insistindo que ele tenha que fazer gols, soterrando talentos!

Em uma visão macro e profunda, analisando os princípios e valores do esporte como o respeito, a ética, a busca pela glória e a dignidade da derrota, é possível traçar diversos paralelos que se encaixam no ambiente empresarial. Claro que todos querem triunfar em seus negócios e sabemos que no esporte há apenas um vencedor, aquele que sobe no lugar mais alto do pódio.

Sobre este ponto, o convite que fica para nós que empreendemos, é admirar e torcer muito pelos nosso esportistas profissionais que disputam vagas em campeonatos e até nas olimpíadas, mas que em nossa realidade nosso esporte seja um agradável e extraordinário rolê de bicicleta em um sábado de sol, onde não há lugar para competição destrutiva, somente a alegria de alcançar nossos próprios objetivos e metas que nos levam a realizar nossos sonhos.

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